ANOTAR! APONTAR! APAGAR!

com o uso de vários lápis vermelhos*, borrachas, traços, linhas faca e vídeo. Em 2013, no fim da obra de meu novo ateliê e ano da multidão na rua em protestos pela melhoria do Brasil, o acaso em orientou para este trabalho que mostro nesta exposição no espaço #ALINALICE, do #LeoAyres. O ateliê tem um mezanino onde eu estava trabalhando numa mesa e computador, ao cruzar as pernas, esbarro numa caixa de lápis vermelhos que cai e se esparrama lindamente no andar de baixo, quando, eu desço para arrumar e retirar as caixas em volta para observar o acontecimento, comecei por uma caixa de papelão que arrebentou – para a minha surpresa – bem em cima dos lápis vermelhos. Logo em seguida escuto um barulho de algo que caiu da janela do andar de cima no pátio da casa nova. Para meu espanto era o livro Da Guerra, de Claes von Clasewitz.

Ali em 2013 começou o que se desfecha hoje em 2018. depois de 5 anos observando o comportamento dos lápis e as suas possibilidades. Revertendo funções e tarefas – a borracha que apaga, aponta e escreve, o lápis que aponta e é apontado por outro, o lápis tenta apagar a borracha, o papel suporta o lápis, a borracha suporta o papel a borracha apagar o lápis o lápis risca a fresta que rompe a borrachas e o espaço que é apagado, e que nos direciona a um ponto canto riscado de três. Um troca troca de funções e suporte. Um ciclo interrompido. O ciclo que não é possível ver em sua totalidade é sempre interrompido por fatos, como um campo minado que acorda os corpos desatentos, provoca um estado de alerta, e a sensação que o olhar detector sempre deixou algo por ver, é tudo um e muitos trabalhos ao mesmo tempo.



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